quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Alckmin antecipa como será arrocho trabalhista pós-golpe de 31 de agosto de 2016: tiro, porrada e bomba

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Da Redação VIOMUNDO, com fotos da Mídia Ninja e Jornalistas Livres
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, através de sua Polícia Militar, antecipou como será o arrocho econômico pós-golpe de 31 de agosto de 2016, formalizado hoje no Senado Federal.
A PM paulista usou tiros, porrada e bombas, muitas bombas, contra aqueles que pretendiam escrachar a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a sede do diário conservador Folha de S. Paulo.
A FIESP financiou o golpe de 2016. Uniu-se a eles combatendo qualquer aumento de impostos através de um pato de plástico plagiado. Abrigou um acampamento de militantes pró-impeachment.

Tereza Cruvinel: Como em 64, apoiadores do golpe podem se arrepender

Valter Campanato/Agência Brasil: <p>Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, o ex-presidente da Fernando Henrique Cardoso, e governadores tucanos em reunião na sede da Executiva Nacional do PSDB (Valter Campanato/Agência Brasil)</p>
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Por Tereza Cruvinel - 31 de Agosto de 2016

Os historiadores de hoje qualificam de civil-militar o golpe de 1964, pois não teria prosperado sem apoio de políticos de direita, da Igreja conservadora e de todos os jornais, exceto Última Hora. Todos se arrependeram, foram golpeados, pediram a volta da democracia e foram banidos da paisagem.  Arrependimento e vergonha terão também os algozes da presidente Dilma, se consumarem hoje o golpe sem tanques, em vestimentas formais que não lhe mudam a natureza. Que ganharão eles além da pecha indelével de golpistas em suas biografias? Os favores de um governo que vem aprofundando a crise econômica e cindirá perigosamente o Brasil, ao invés de unificá-lo? As graças de Temer, um presidente impopular e ilegítimo, que segundo a procuradora Ela Wiecko estará nas próximas delações da Lava Jato? As graças do empresariado que já não pode fazer doações eleitorais?  Muito pouco para tão grande mácula. Muito pouco diante da ferida que será aberta e das consequências que virão.

O vencedor desfilará pelas sombras

POR  · 31/08/2016
sombras
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De novo, um 31 – desta vez sem a necessidade de antecipar a data, como no 1º de abril de 1964 – marca a ruptura institucional em nosso país.
Param aí, porém a semelhanças óbvias entre um e outro golpe.
Ainda que o de hoje possa ter a simpatia de setores militares, talvez com a exceção daqueles que não conseguem atingir uma visão mais enxuta, tecnológica e estratégica da Força, não são eles que têm protagonismo na face repressora que vai se tornar mais evidente nos próximos dias e meses.

AO VIVO: Senadores votam o Processo Golpista.


Mais de 50% dos senadores são citados em investigações de irregularidades

Jornal do Brasil - Stefano Miranda* - 30/08 às 16h22 - Atualizada em 30/08 às 17h12

Dos 81 senadores que decidirão o impeachment, 41 estão nesta condição


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Nos últimos cinco dias, o Brasil acompanha atenciosamente o desenrolar do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT-RS) no Senado Federal. Nestes dias, defesa e acusação, além da própria presidente, apresentaram seus argumentos ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, responsável por presidir as sessões do julgamento. Um levantamento realizado peloJornal do Brasil, com informações dos portais ‘Atlas Político’ e ‘Congresso em Foco’, mostrou que de um total de 81 senadores, 41 deles respondem ou já responderam por algum problema com a Justiça.
As acusações são em grande maioria devido a crimes de lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem financeira, corrupção e crimes eleitorais. Os partidos que lideram a lista dos políticos com mais processos são PMDB, PP, PSDB e PT.
Veja lista completa dos senadores e seus respectivos processos:

'Governo Temer é profundamente antinacional. É pior que 64'

Segundo Wanderley Guilherme dos Santos, há um trabalho junto ao subconsciente da sociedade para mostrar o que vem sendo feito desde 2002 como algo maligno.

Marco Weissheimer - Sul 21 - na Carta Maior - 30/08/2016
Antonio Cruz / Agência Brasil
“O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar”.

O balcão de negócios do impeachment

GOLPE
Negociatas foram iniciadas quando o tema tramitava na Câmara , ainda presidida pelo achacador Eduardo Cunha. Nas últimas horas, Temer age para evitar que qualquer parlamentar pule para o lado de Dilma
por Altamiro Borges, do Blog do Miro publicado 31/08/2016 01:00
REPRODUÇÃO/MONTAGEM VERMELHO
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Temer e Cunha, em uma ação minuciosamente articulada contra o governo da presidenta Dilma Rousseff

Após inúmeros discursos e muita polêmica, o Senado deve votar hoje (31) o desfecho final do processo de impeachment da presidenta Dilma. Pelos argumentos jurídicos apresentados no plenário ficou visível, até para o mais ingênuo "midiota", que o pedido de afastamento tem motivação política – o tal "conjunto da obra. Isso apenas confirma que o Brasil vive um golpe de novo tipo, um golpe midiático-parlamentar-judicial. Mas a argumentação jurídica, porém, parece que é o que menos importa entre os "nobres senadores". Apesar da operação abafa da mídia chapa-branca, o que vale de fato nas últimas semanas em Brasília é o balcão de negócios do impeachment.

El País: Os absurdos do algoritmo que escolhe as notícias do Facebook

Robô comete erros crassos após a empresa demitir a equipe humana encarregada do trabalho

Algorítimo Facebook
Escritórios do Facebook em Berlim.  GETTY IMAGES
Facebook é o novo quiosque, o lugar no qual é possível se informar sobre o novo emprego de um amigo, a doença superada por um primo, a morte de um cantor ou o acordo entre dois partidos para formar um Governo. A rede social sabe que o conteúdo pessoal e as informações da mídia, as notícias, convivem em sua plataforma. Por isso, há menos de um ano a empresa criou um espaço, na parte superior direita da tela, com um módulo de notícias relevantes em todos os momentos. Como no Twitter, onde existem os “Trending Topics”, o Facebook usa apenas “Trending” para indicar que algo começa a ser relevante no noticiário.
Na sexta-feira passada, a rede social decidiu se livrar da equipe humana por trás do tal módulo para confiar apenas em um algoritmo que seleciona o que considera de interesse. Desde então, os absurdos não têm fim. Desde a promoção de uma história falsa sobre a jornalista Megyn Kelly, da Fox News, até um vídeo de um adulto se masturbando com um hambúrguer de frango do McDonald’s. A repercussão foi tamanha que o McChicken também se tornou “trending topic” no Twitter, despertando ainda mais curiosidade a respeito.

Requião: "O povo brasileiro não retornará submisso à senzala"

Senador leu carta-testamento de Vargas: "Eu vos dei minha vida, agora ofereço minha morte"

LULA.com.br - Publicado em 30/08/2016

Foto: Ricardo Stuckert
Requião com Lula e Chico Buarque, na sessão em que a presidenta Dilma respondeu aos golpistas (29/08/16)
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) apresentou nesta terça-feira (30), no Senado Federal, suas razões finais para condenar o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff.
Em seu discurso, Requião citou Tancredo Neves, que chamou de canalhas os parlamentares golpistas de 1964, e a carta testamento  de Getúlio Vargas, de 1954: "Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte."

SENADORES SERÃO SÓCIOS DE UM GOLPE FRACASSADO?

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Mais do que simplesmente arruinarem a própria biografia, apoiando um golpe bananeiro em pleno século 21, os senadores que votarem pelo impeachment também estarão se associando a um fracasso completo; o governo provisório de Michel Temer já provou ser um fiasco na economia, onde a inflação não cede, o desemprego aumenta, o rombo fiscal dispara e as reformas prometidas foram adiadas a perder de vista; além disso, do ponto de vista criminal, não será possível "estancar essa sangria", uma vez que o próprio Temer está sendo delatado na Lava Jato, segundo revelou ontem Ela Wiecko, que era a número 2 da procuradoria-geral da República; vale a pena matar a democracia por Temer?

Evo Morales vai retirar embaixador do Brasil se golpe for consolidado


AFP
Evo disse que seu país defende a democracia e a paz, por isso não compactua com o golpe contra DilmaEvo disse que seu país defende a democracia e a paz, por isso não compactua com o golpe contra Dilma
Para Evo, o julgamento político de Dilma é injusto e vergonhoso porque significa a concretização de uma conspiração do imperialismo norte-americano. “O único juiz que pode sancionar sua conduta política é o povo, os outros cumprem o vergonhoso encargo do império. Força, Dilma!”.

Evo tem se posicionado com veemência em defesa de Dilma e da democracia brasileira. Nesta segunda-feira (29) ele também enviou uma série de mensagem de apoio à presidenta.

Ainda por meio de sua conta oficial no microblog, o presidente do país andino manifestou indignação com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) que não tem usado sua posição para interferir no processo de impeachment no Brasil como ele acredita que deveria ser. “Onde está Almagro? Quando se conspira contra governos democráticos de esquerda não há Almagro. [Ele] só aparece para defender a direita”. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Nassif: Xadrez da grande noite da humilhação nacional

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O desafio é explicar um golpe que tem, na ponta da fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) personagens como Aroldo Cedraz e Augusto Nardy, na ponta política, Michel Temer, Romero Jucá, Eduardo Cunha, Aécio Neves e José Serra todos envolvidos em inúmeras denúncias de irregularidades e de uso político indevido do cargo. E, na ponta processual o Procurador Geral da República Rodrigo Janot e o Ministério Público Federal, na ponta jurídica Gilmar Mendes e Dias Toffoli falando em nome da moral e dos bons costumes.
Como se explica que a moral e os bons costumes tenham se aliado ao vício para implantar o reino dos negócios escusos?

Cardozo desmonta pretextos, diz que Anastasia agiu como Torquemada e deixa nu o golpe midiático-parlamentar

VIOMUNDO - 30 de agosto de 2016 às 19h52



10 mil pessoas em Curitiba relembram massacre do golpista Álvaro Dias contra os professores do Paraná

Foto: Leandro Taques
por Jornalista Livres - 30/08/2016

Agora, quase 30 anos depois, Álvaro Dias assumirá novamente o papel de algoz da classe trabalhadora. Desta vez não terá cavalaria em praça pública. Tampouco bombas de efeito moral

Por Gibran Mendes e Davi Macedo, com fotografias de Leandro Taques, para os Jornalistas Livres
Achuva que caiu em Curitiba nesta terça-feira (30) era mais tímida que os golpistas. Com jeito de chove e não molha, ao contrário da ânsia pela retomada do poder. Esse cenário, no centro de Curitiba, foi o palco do 28º aniversário do massacre ocorrido no dia 30 de agosto de 1988. Nesta data, o então governador do Paraná, Álvaro Dias, foi o responsável pelo massacre de milhares de professores que lutavam por melhores condições de trabalho. A data ficou marcada como “dia de luto e de luta” na educação pública do Estado e desde então leva milhares em marcha da Praça Santos Andrade até o Palácio Iguaçu. Neste ano, segundo cálculos da APP-Sindicato, entidade que organiza trabalhadores em educação no Paraná, foram cerca de 10 mil pessoas.

Minha Casa, Minha Moura. O Centrão se adona dos programas sociais

POR  · 30/08/2016

moura
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Na Folha, os novos tempos republicanos do Governo Temer, capitaneados por André Moura, o braço direito de Eduardo Cunha transformado em líder do governo Temer:
No discurso de campanha da mulher, Lara Moura (PSC), o deputado afirmou que a distribuição das casas no estado será uma atribuição exclusiva dele, e não do Executivo. Ela é candidata a prefeita de Japaratuba (SE).
– Nós vamos agora construir, o governo federal, o presidente da República do qual eu sou o líder, vai construir 70 mil casas populares no Brasil. Destas 70 mil, 4 mil vão ser para Sergipe. E sabe quem é o único cara de Sergipe, no meio de 2 milhões de sergipanos que existem, o único que vai distribuir aonde vão ser construídas essas 4 mil casas? André Moura. Fazer o quê? Doa a quem doer — disse o líder de Temer.

Pepe Escobar: Honrada Dilma Rousseff do Brasil enfrenta República dos Escroques

30/8/2016, Pepe Escobar, RT
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Dilma Rousseff em parte final do debate e votação em que se julga seu impeachment. Brasília, Brasil, 29/8/2016, © Ueslei Marcelino / Reuters


Dilma Rousseff chegou à tribuna e olhou calmamente para a plateia lotada de seus acusadores. Saiu de cabeça erguida, depois de exortar aqueles senadores a votar pela própria consciência.

A maioria dos políticos ali presentes provavelmente nem tem ideia do que seja "consciência"; não passam de meninos de recados, corruptos. Mas o inconsciente coletivo brasileiro – Jung que nos ajude – será marcado para sempre.

A presidenta Dilma Rousseff, em discurso detalhado, ocasionalmente emocionado, defendeu-se com honra e dignidade de acusações de que teria cometido um "crime de responsabilidade". Na verdade, nem falava diretamente àquela fossa cheia de políticos; falava, sim, ao "Anjo da História" bem-amado de Walter Benjamin. A história a julgará com respeito e gentileza.

Senador é ameaçado de morte após revelar voto contrário ao impeachment

Senador Otto Alencar (PSD-BA)
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Sputnik News - 30/08/2016

O senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, precisou cancelar a sua conta do Facebook por conta de uma série de xingamentos e ameaças após declarar que votará contra o impeachment de Dilma Rousseff. O posicionamento de Alencar foi um mistério por algumas semanas. Na última segunda-feira, no entanto, o parlamentar disse que não apoiaria a saída definitiva da presidenta afastada, o que provocou uma grande onda de indignação entre defensores do impeachment. Segundo algumas fontes, Otto chegou até a receber ameaças de morte em sua página.

Investigado da Lava Jato diz que foi "chantageado e intimidado" pela PF

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Jornal GGN - Um réu da Operação Lava Jato denunciou que foi "coagido, chantageado e intimidado" pelos delegados da força-tarefa, em interrogatório. Trata-se do assessor do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), Paulo César Roxo Ramos, que foi preso preventivamente em abril deste ano.
 
Ao juiz Sergio Moro, Ramos disse nesta segunda-feira (29) que ouviu dos membros da Polícia Federal que "se não falasse o que o delegado queria ouvir", a sua prisão seria convertida em definitiva.
 
"Fui coagido, chantageado, intimidado ostensivamente de maneira pouco usual. Acima do que aceitável, entendo eu, pelo código de conduta da carreira do servidor", denunciou.

SANTAYANA: HERR SCHIEMER E O FUTURO DO BRASIL

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Por Mauro Santayana - 30/08/2016

Imaginem o que ocorreria se um executivo de uma multinacional brasileira, como a WEG, desse, por hipótese, uma entrevista para um jornal alemão, o Handelsblatt, por exemplo, afirmando que  é preciso decidir que tipo de Alemanha "queremos" para o futuro, comparando-a, digamos, com  a Ucrânia.

Pretendendo dar lições ao país em que está instalada a empresa para quem trabalha, o Presidente da Mercedes Benz no Brasil, senhor Phillipp Schiemer, em plena semana de julgamento do impeachment da Presidente da República, declarou, em entrevista ao Valor Econômico da sexta-feira passada, amplamente repercutida por sites de direita, que a ela pretenderam dar um cunho ideológico, que é preciso decidir "se queremos um Brasil como a Venezuela ou um Brasil inserido no novo mundo", como se, neste humilde, e, quem sabe, paralelo universo em que nos coube viver, cada vez mais desafiado pelo avanço da física quântica e de outras intrigantes descobertas, não tivéssemos mais alternativas que a submissão ou o caos - no caso  venezuelano fortemente induzido por pressões internas e externas - ou dependêssemos da opinião de cidadãos estrangeiros para decidir o futuro que queremos ter como Nação.

Aliados de Dilma contestam cálculos de adversários. Seguem conversas de bastidores

Senadores pró-impeachment dizem que têm entre 60 e 62 apoios; contrários ao afastamento acham que base de Temer não tem ainda os 54 votos necessários
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 30/08/2016 18:26, última modificação 30/08/2016 18:32
EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
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Parlamentares usam as horas finais antes da votação do impeachment para negociação de votos
Brasília – Com a proximidade do encerramento da sessão do impeachment da presidenta Dilma Rousseff hoje (30), no Senado, parlamentares fazem contas. Para o ex-ministro do Planejamento do governo Temer, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o ministro provisório da Casa Civil, Eliseu Padilha, a expectativa é de 60 votos pela perda do mandato. Já para os aliados de Dilma como Lindbergh Farias (PT-RS) e Jorge Viana (PT-AC), os adversários possuem 52 votos, faltando dois necessários para aprovar o impeachment. O grupo dá como certo 29 votos contra.

Veja segue na temporada de caça a Janot. Agora, com sua vice

POR  · 30/08/2016

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Depois de encostar Rodrigo Janot na parede com o vazamento do “nada” sobre Dias Tóffoli e desmenti-lo – forçando até que se desmentisse da afirmação de que a delação “não tinha entrado na Procuradoria Geral de República” – a Veja passa ao próximo golpe sobre o procurador, agora de sabre.
Agora, “denuncia” que a vice-procuradora Ela Wiecko  participou de uma manifestação anti-Temer quando estava de férias, em Portugal.
Nada diferente do apoio “coxinha” do procurador do Ministério Público de Contas nas manifestações anti-Dilma.

Golpe empurra a nação para uma noite de São Bartolomeu.Por Saul Leblon.

Dilma, no Senado, escancarou a inexistência de motivos reais para condená-la, exceto o assalto ao poder para destruir a proteção da sociedade contra o mercado


Paulo Pinto / Fotos Públicas
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Um golpe não começa na véspera; nem define a sua sorte na manhã seguinte a do assalto ao poder. 
 
A participação segura e serena, mas assertiva da Presidenta Dilma na sessão desta segunda-feira, no Senado, surpreendeu os que imaginavam jogar ali a pá de cal em seu mandato.
 
O que se viu, ao contrário, foi uma chefe de governo no perfeito domínio de suas atribuições.
 
Dilma Rousseff se agigantou.

DIANTE DE AÉCIO, REQUIÃO LEMBRA TANCREDO E DIZ: CANALHA, CANALHA, CANALHA!

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Ao discursar nesta tarde, o senador Roberto Requião (PMDB-RJ) lembrou a célebre fala de Tancredo Neves, quando o então senador se indignou com o colega Auro de Moura Andrade declarou vaga a presidência da República, com João Goulart ainda no Brasil, abrindo espaço para a ditadura militar de 1964: "canalha, canalha, canalha"; "As palavras de Tancredo coçam-me a garganta", disse Requião, diante de dois dos principais responsáveis pelo golpe de 2016, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Antonio Anastasia (PSDB-MG); o senador paranaense também lembrou as pedaladas de Anastasia em Minas; vídeo

Senado, ao vivo. Assista agora


Frente Povo sem Medo sai às ruas nesta terça resistindo contra o golpe


Mídia Ninja
  
Em São Paulo, nove vias foram interditadas, no início da manhã desta segunda-feira (30), em diversas regiões da capital e quatro pessoas foram presas pela polícia militar, por "suposto "dano ao patrimônio". Segundo informações da Mídia Ninja, Jussara Basso Marcelo Lima, José Batista dos Santos e Bruno Filipe Camacho seguem detidos e de que a ordem do delegado é mantê-los presos. A orientação dos organizadores do ato era não criar qualquer tipo de conflito com a polícia.

O líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto e membro da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, fez um jogral com os manifestantes que ocupavam uma das vias em São Paulo. "O nosso objetivo é demonstrar a nossa força para o sem-vergonha do Michel Temer. Deixar claro que somos contrários ao golpe, não somente na Dilma, mas principalmente nos nossos direitos. O que a gente quer é que eles entendam de uma vez que vai ter que liberar o recuso da moradia", denunciou.